02125naa a2200157 a 450000100080000000500110000800800410001910000200006024501580008026000090023852016010024765000270184865000230187570000170189877300520191521831172025-12-19 2025 bl uuuu u00u1 u #d1 aDENARDIN, J. E. aResiliência da agricultura do Rio Grande do Sul diante da imprevisibilidade do excesso e da escassez de chuvasbgestão de risco.h[electronic resource] c2025 aA expressão popular “chover no molhado”, amplamente consagrada no imaginário coletivo, é usualmente empregada para designar a repetição do óbvio — aquilo que já é sabido e, portanto, considerado redundante. Contudo, ao transpor essa metáfora para o cenário da gestão de risco na agricultura, diante da imprevisibilidade do regime pluviométrico, revela-se um paradoxo inquietante. A distribuição e o volume das chuvas, em suas dimensões temporal e espacial, constituem variáveis críticas e potencialmente disruptivas, com efeito direto sobre o desempenho das safras em distintos ambientes de produção. Essa é uma realidade amplamente reconhecida e de domínio técnico evidente e consolidado. Ainda assim, a persistente negligência na adoção de estratégias preventivas para mitigar os impactos de excesso ou da escassez de chuvas sobre a produtividade e a rentabilidade das lavouras evidencia, por um lado, fragilidade estrutural dos sistemas produtivos, no que tange à gestão integrada de riscos. Por outro, expõe lacunas relevantes tanto nas políticas públicas voltadas ao reconhecimento, valorização e incentivo de práticas agronômicas preventivas e resilientes, quanto na transferência dessas tecnologias ao produtor rural pelos serviços de consultoria e assistência técnica — lacunas que, embora não invalidem os esforços já empreendidos, sugerem que a intensidade, a qualidade e a efetividade das ações requerem aprimoramentos de modo a fortalecer, de forma consistente, a mitigação de riscos de natureza pluviométrica no setor agrícola. aPrecipitação Pluvial aPrevisão do Tempo1 aDOSSA, A. A. tRevista da AEAPA, ed. 4, ano 4, p. 18-22, 2025.