03826nam a2200253 a 450000100080000000500110000800800410001910000220006024501470008226001410022950000120037052029900038265000130337265000110338565000150339665000140341165000140342570000240343970000210346370000200348470000260350470000220353070000200355221827282025-12-12 2025 bl uuuu u00u1 u #d1 aMARTINO, H. S. D. aQualidade proteica e perfil bioquímico de mistura de farinhas pré-cozidas de feijão-caupi e milhetobestudo in vivo.h[electronic resource] aIn: SIMPÓSIO LATINO AMERICANO DE CIÊNCIA DE ALIMENTOS E NUTRIÇÃO, 16., 2025, Águas de Lindóia. Anais [...]. Campinas: Galoác2025 aSLACAN. aDesenvolver um produto saudável de perfil nutricional equilibrado, a partir de ingredientes de baixo custo (feijão-caupi e milheto), pode beneficiar populações em vulnerabilidade. Essas culturas fornecem proteínas com perfis de aminoácidos complementares, constituindo alternativa alimentar viável. O objetivo foi investigar a qualidade proteica e o perfil bioquímico da mistura de farinhas pré-cozidas de milheto pérola e feijão-caupi BRS Tumucumaque, em ratos Wistar. Foi realizado um ensaio biológico com 24 animais (28 dias), distribuídos em três grupos (n=8/grupo): CC (Caseína); MF (Mistura de farinhas pré-cozidas de milheto (75%) e feijão-caupi (25%)), FT (Farinha pré-cozida de feijão-caupi. As dietas seguiram a AIN-93G, padronizadas em teor proteico (9,5%), com densidades calóricas semelhantes. Avaliou-se o consumo alimentar, ganho de peso, razão da eficiência proteica (PER), razão proteica líquida (NPR), digestibilidade verdadeira (DV) e escore químico corrigido pela digestibilidade (PDCAAS). Realizou-se análises bioquímicas de aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), ácido úrico, glicose, triglicerídeos (TGL), colesterol total, HDL-c e LDL-c, por kits colorimétricos. MF apresentou bom desempenho nutricional, com ganho de peso (69,51±14,60g) semelhante a FT (69,73±7,94g), embora ambos inferiores ao CC (90,58±6,59g). O consumo alimentar não diferiu entre os grupos, indicando que os resultados refletem a qualidade das proteínas oferecidas. MF não diferiu da FT no PER (3,32±0,78 vs. 3,74±0,41) e NPR (3,80±0,80 vs. 4,28±0,44), sendo ambas inferiores ao CC (PER:4,42±0,33; NPR:4,90±0,34). Com PER >2,0 e NPR >3,0, MF atendeu aos critérios da FAO para promover crescimento e manutenção corporal. DV da MF foi elevada (87,83±1,47), similar à FT (86,94±2,89), indicando boa absorção e aproveitamento das proteínas. O PDCAAS da MF foi de 64,51%, limitante em lisina, com indicativo de bom valor nutricional. No perfil bioquímico, MF apresentou maior HDL-c (56,64±9,66), sugerindo melhor efeito cardioprotetor, além de promover redução de TGL (115,59±14,64) e menor glicemia (153,79±19,63), contribuindo para o equilíbrio metabólico. FT apresentou menor LDL-c (19,38±7,57), refletindo melhor perfil lipídico, sem diferença em relação a MF (28,26±8,71). Não houve diferenças na concentração de ALT, AST e ácido úrico, indicando ausência de efeitos adversos hepáticos ou renais. O Índice de Castelli I (colesterol total/HDL-c) não diferiu entre os grupos, enquanto Castelli II (LDL-c/HDL-c) foi menor para MF e FT (0,36±0,10 e 0,40±0,9, respectivamente), em comparação ao CC (1,56±0,57). Os resultados demonstram o potencial da MF como uma alternativa nutricionalmente eficaz, demonstrando boa qualidade proteica e benefícios na saúde metabólica e cardiovascular, sendo um ingrediente promissor para formulações alimentares, com relevância nutricional. aAlimento aCereal aLeguminosa aProteína aQualidade1 aFONTES, A. A. V. A.1 aTOLEDO, R. C. L.1 aROCHA, M. de M.1 aCARVALHO, C. W. P. de1 aQUEIROZ, V. A. V.1 aSILVA, B. P. da