03990nam a2200169 a 450000100080000000500110000800800410001910000220006024501760008226000160025830000100027450001080028452033810039265000130377365300200378665300140380621153362019-11-27 2019 bl uuuu m 00u1 u #d1 aBATISTA, M. L. P. aEtnoconhecimento sobre abelhas nativas (Anthophila, ApidaebMeliponini) e plantas melitófilas apresentado pelos moradores da comunidade José Gomes, Cabeceiras do Piauí. a2019.c2019 a97 f. aDissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) - Universidade Federal do Piauí, Teresina. aO etnoconhecimento acerca da conservação da biodiversidade constitui um patrimônio das populações autóctones, uma vez que é transmitido pela oralidade, por meio de processos intergeracionais. A compreensão da ecologia básica dos meliponídeos é essencial para fundamentar o desenvolvimento e implementação de estratégias de conservação e técnicas de gestão que favoreçam os agricultores tradicionais. No planeta, a biodiversidade de abelhas é muito elevada, pois já foram descritas cerca de 20.000 espécies. O Brasil possui a maior diversidade de abelhas do mundo; dentre estas, aparecem as abelhas sem ferrão com 330 espécies, pertencentes à tribo Meliponini, dividida em 31 gêneros. Objetivou-se investigar os saberes, classificação e concepções sobre as abelhas nativas e as plantas melitófilas usadas e/ou conhecidas na comunidade José Gomes, Cabeceiras do Piauí/PI. Para isso, foram empregados os seguintes objetivos específicos: registrar o modo como a comunidade de José Gomes percebem as abelhas e constrói o domínio etnozológico ?Inseto?; verificar os diferentes usos que os moradores de José Gomes fazem das abelhas nativas, apontando os benefícios que as espécies podem oferecer à comunidade local; identificar a sapiência dos residentes em relação à conservação das abelhas nativas; descrever como os indivíduos identificam e separam as espécies ocorrentes; e apontar o conhecimento dos residentes acerca dos tipos de plantas melitófilas existentes na comunidade. Foram entrevistados 43 moradores a respeito do conhecimento acerca das abelhas sem ferrão, por meio de formulário semiestruturado. Os meliponíneos foram capturados usando metodologia usual (rede entomológica e vasilhames distribuídos), sendo a coleta realizada no momento das turnês-guiadas com auxílio de 14 especialistas locais que se dispuseram a participar da captura. Do total das espécies amostradas, as mais abundantes foram Scaptotrigona sp1 (n=25), Trigona sp1 (n=17), Tetragona sp1 (n = 14), Trigona spinipes (Fabricius, 1793) (n = 13) e Partamona ailyae (Camargo, 1980 (n = 10). Para estimar a diversidade de abelhas sem ferrão coletadas na comunidade foi utilizado o índice de Shannon-Wiener (H?), alcançando nesta pesquisa um índice de H? = 1,02. Para obter os dados referentes ao conhecimento sobre as plantas melitófilas, foi utilizado o método de listagem livre como meio para obter o conhecimento sobre as plantas pelos entrevistados. Quantitativamente, utilizou-se o Índice de Saliência de Smith, por meio do software ANTHROPAC 4.0. Foram identificadas 19 famílias com destaque para Anacardiaceae e Fabacea (n=5) cada, Euphorbiaceae (n=4), Bixaceae (n=3); 32 gêneros, onde Citrus (n=2) e Spondias (n=3) apareceram com maior frequência; e 35 espécies, formando cinco rupturas ou saliências quanto ao domínio cultural destas plantas. O cajueiro (Anacardium occidentale L.) foi a espécie citada com maior frequência e apresentou a primeira ruptura da lista livre com índice de Smith 0,411. Constatou-se que os moradores da comunidade conhecem e classificam as abelhas sem ferrão e as plantas melitófilas pela sua morfologia e vivência na comunidade. Desta forma, necessário se faz que a educação ambiental seja difundida na comunidade como forma de despertar nesta um melhor manejo dos recursos naturais. aEcologia aEtnoentomologia aMeliponas