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Registro Completo |
Biblioteca(s): |
Embrapa Solos. |
Data corrente: |
22/11/2002 |
Data da última atualização: |
19/07/2024 |
Autoria: |
BENITES, V. de M. |
Afiliação: |
VINICIUS DE MELO BENITES, CNPS. |
Título: |
Caracterização de solos e de substâncias húmicas em áreas de vegetação rupestre de altitude. |
Ano de publicação: |
2001 |
Fonte/Imprenta: |
2001. |
Páginas: |
74 f. |
Idioma: |
Português |
Notas: |
Tese (Doutorado em Solos e Nutrição de Plantas) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG. |
Conteúdo: |
As áreas de vegetação rupestres de altitude são ecossistemas bastante peculiares que ocorrem nas posições mais elevadas das principais sistemas montanhosos do Brasil. A flora é marcada por alto grau de endemismo e uma grande quantidade de espécies adaptadas morfológica e fisiologicamente as condições edafo climáticas locais. A vegetação apresenta diferenças florísticas de acordo com a litologia predominante podendo ser individualizados as áreas sobre quartzito daquelas sobre rochas ígneas e sobre concreções lateríticas. As tipologias vegetais ocorrentes nas áreas de vegetação rupestre de altitude foram individualizadas em estrato rupícola, estrato herbáceo (campos) e estrato arbustivo-arbóreo (matas e escrubes), sendo observado o controle edáfico sobre cada uma destas tipologias. Os solos nesse ecossistema são rasos, arenosos, pobres em nutrientes e ricos em ferro e alumínio trocáveis. Por estas razões, associadas às baixas temperaturas médias diárias, a decomposição da matéria orgânica é lenta, ocorrendo grandes acúmulos de substâncias húmicas no solo. Estas por sua vez passam a desempenhar um importante papel na retenção de umidade e de nutrientes, e na complexação de Fe e Al. A movimentação de matéria orgânica associada a Fe e Al, que caracteriza o processo de podzolização, ocorre com freqüência nos Complexos Rupestres de Altitude. Ocorrem Neossolos Litólicos, Organossolos, Cambissolos Húmicos e Hísticos, e Espodossolos. Grande parte destes solos não têm classificação definida pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solo nos níveis categóricos inferiores, sendo neste trabalho propostas emendas ao sistema. Observou-se o predomínio das frações humificadas na matéria orgânica do solo sendo grande parte desta composta por ácidos húmicos e fúlvicos. As características físico-químicas destes compostos revelaram sua natureza fortemente aromática e condensada, indicando um alto grau de humificação, características estas relacionadas a forte estabilidade destes compostos, o que resultou no acúmulo de matéria orgânica no solo. Algumas amostras assemelharam-se a ácidos húmicos extraídos de carvão, indicando um histórico de ação do fogo nestas áreas. As técnicas de espectroscopia no UV-visível, termogravimetria e análise elementar condensada resultaram das em substâncias variáveis indicadoras húmicas, da produzindo natureza aromática e informação correlata e consistente. Substâncias húmicas extraídas de horizontes espódicos puderam ser discriminadas das demais, apresentando alta aromaticidade, indicada por baixas razões atômicas H:C, elevados índices termogravimétricos, e alta absorvância de luz na faixa de UV e visível. Pela análise discriminante dos ácidos húmicos, extraídos de solos sob diferentes tipologias vegetais e litologias, observaram-se diferenças significativas entre grupos, indicando o efeito da cobertura vegetal, como matéria prima, e do tipo de rocha, como condicionador das características da matriz mineral, nas características físico químicas destas substâncias. MenosAs áreas de vegetação rupestres de altitude são ecossistemas bastante peculiares que ocorrem nas posições mais elevadas das principais sistemas montanhosos do Brasil. A flora é marcada por alto grau de endemismo e uma grande quantidade de espécies adaptadas morfológica e fisiologicamente as condições edafo climáticas locais. A vegetação apresenta diferenças florísticas de acordo com a litologia predominante podendo ser individualizados as áreas sobre quartzito daquelas sobre rochas ígneas e sobre concreções lateríticas. As tipologias vegetais ocorrentes nas áreas de vegetação rupestre de altitude foram individualizadas em estrato rupícola, estrato herbáceo (campos) e estrato arbustivo-arbóreo (matas e escrubes), sendo observado o controle edáfico sobre cada uma destas tipologias. Os solos nesse ecossistema são rasos, arenosos, pobres em nutrientes e ricos em ferro e alumínio trocáveis. Por estas razões, associadas às baixas temperaturas médias diárias, a decomposição da matéria orgânica é lenta, ocorrendo grandes acúmulos de substâncias húmicas no solo. Estas por sua vez passam a desempenhar um importante papel na retenção de umidade e de nutrientes, e na complexação de Fe e Al. A movimentação de matéria orgânica associada a Fe e Al, que caracteriza o processo de podzolização, ocorre com freqüência nos Complexos Rupestres de Altitude. Ocorrem Neossolos Litólicos, Organossolos, Cambissolos Húmicos e Hísticos, e Espodossolos. Grande parte destes solos não têm classificação def... Mostrar Tudo |
Palavras-Chave: |
Pedogênese; Refúgio Ecológico Altimontano; Termogravimetria; Ultravioleta; Unidades de Conservação. |
Thesagro: |
Solo. |
Categoria do assunto: |
P Recursos Naturais, Ciências Ambientais e da Terra |
Marc: |
LEADER 03803nam a2200205 a 4500 001 1338016 005 2024-07-19 008 2001 bl uuuu m 00u1 u #d 100 1 $aBENITES, V. de M. 245 $aCaracterização de solos e de substâncias húmicas em áreas de vegetação rupestre de altitude. 260 $a2001.$c2001 300 $a74 f. 500 $aTese (Doutorado em Solos e Nutrição de Plantas) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG. 520 $aAs áreas de vegetação rupestres de altitude são ecossistemas bastante peculiares que ocorrem nas posições mais elevadas das principais sistemas montanhosos do Brasil. A flora é marcada por alto grau de endemismo e uma grande quantidade de espécies adaptadas morfológica e fisiologicamente as condições edafo climáticas locais. A vegetação apresenta diferenças florísticas de acordo com a litologia predominante podendo ser individualizados as áreas sobre quartzito daquelas sobre rochas ígneas e sobre concreções lateríticas. As tipologias vegetais ocorrentes nas áreas de vegetação rupestre de altitude foram individualizadas em estrato rupícola, estrato herbáceo (campos) e estrato arbustivo-arbóreo (matas e escrubes), sendo observado o controle edáfico sobre cada uma destas tipologias. Os solos nesse ecossistema são rasos, arenosos, pobres em nutrientes e ricos em ferro e alumínio trocáveis. Por estas razões, associadas às baixas temperaturas médias diárias, a decomposição da matéria orgânica é lenta, ocorrendo grandes acúmulos de substâncias húmicas no solo. Estas por sua vez passam a desempenhar um importante papel na retenção de umidade e de nutrientes, e na complexação de Fe e Al. A movimentação de matéria orgânica associada a Fe e Al, que caracteriza o processo de podzolização, ocorre com freqüência nos Complexos Rupestres de Altitude. Ocorrem Neossolos Litólicos, Organossolos, Cambissolos Húmicos e Hísticos, e Espodossolos. Grande parte destes solos não têm classificação definida pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solo nos níveis categóricos inferiores, sendo neste trabalho propostas emendas ao sistema. Observou-se o predomínio das frações humificadas na matéria orgânica do solo sendo grande parte desta composta por ácidos húmicos e fúlvicos. As características físico-químicas destes compostos revelaram sua natureza fortemente aromática e condensada, indicando um alto grau de humificação, características estas relacionadas a forte estabilidade destes compostos, o que resultou no acúmulo de matéria orgânica no solo. Algumas amostras assemelharam-se a ácidos húmicos extraídos de carvão, indicando um histórico de ação do fogo nestas áreas. As técnicas de espectroscopia no UV-visível, termogravimetria e análise elementar condensada resultaram das em substâncias variáveis indicadoras húmicas, da produzindo natureza aromática e informação correlata e consistente. Substâncias húmicas extraídas de horizontes espódicos puderam ser discriminadas das demais, apresentando alta aromaticidade, indicada por baixas razões atômicas H:C, elevados índices termogravimétricos, e alta absorvância de luz na faixa de UV e visível. Pela análise discriminante dos ácidos húmicos, extraídos de solos sob diferentes tipologias vegetais e litologias, observaram-se diferenças significativas entre grupos, indicando o efeito da cobertura vegetal, como matéria prima, e do tipo de rocha, como condicionador das características da matriz mineral, nas características físico químicas destas substâncias. 650 $aSolo 653 $aPedogênese 653 $aRefúgio Ecológico Altimontano 653 $aTermogravimetria 653 $aUltravioleta 653 $aUnidades de Conservação
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Embrapa Solos (CNPS) |
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Registros recuperados : 302 | |
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Biblioteca(s): Embrapa Gado de Leite; Embrapa Pecuária Sudeste. |
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8. |  | GHAHRAMANI, A.; BERNDT, A.; COBON, D.; BANHAZID, T.; JI, B. Climate change impact and adaptation of grazing systems in Australia and Brazil. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 54., 2017, Foz do Iguaçu, PR. Proceedings... Foz do Iguaçu, PR: SBZ, 2017. p. 115-129.Tipo: Resumo em Anais de Congresso |
Biblioteca(s): Embrapa Pecuária Sudeste. |
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9. |  | LOBO, A. A. G.; BARBÉRIO, A.; BERNDT, A. Implantação de experimento para avaliar o efeito do sombreamento artificial nas características de desempenho, consumo de água e emissão de metano de bovinos em confinamento. In: JORNADA CIENTÍFICA DA EMBRAPA SÃO CARLOS, 12., 2020, São Carlos, SP. Anais... São Carlos, SP: Embrapa Instrumentação; Embrapa Pecuária Sudeste, 2020. p.57. (Embrapa Instrumentação. Documentos, 71).Tipo: Resumo em Anais de Congresso |
Biblioteca(s): Embrapa Pecuária Sudeste. |
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10. |  | BARROS, B. S. P. DE; FURTADO, A. J.; BERNDT, A. Práticas estratégicas sustentáveis para mitigação das emissões de gases de efeito estufa em sistemas de pastagem do Sudeste Brasileiro. In: JORNADA CIENTÍFICA DA EMBRAPA SÃO CARLOS, 13., 2021, São Carlos, SP. Anais... São Carlos, SP: Embrapa Pecuária Sudeste; Embrapa Instrumentação, 2021. p.40. (Embrapa Pecuária Sudeste. Documentos, 140).Tipo: Resumo em Anais de Congresso |
Biblioteca(s): Embrapa Pecuária Sudeste. |
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11. |  | BERNDT, A.; ROMERO SOLÓRZANO, L. A.; SAKAMOTO, L. S. Pecuária de corte frente à emissão de gases de efeito estufa e estratégias diretas e indiretas para mitigar a emissão de metano. In: SIMPÓSIO DE NUTRIÇÃO DE RUMINANTES, 6., nutrição de precisão para sistemas intensivos de produção de carne: alto desempenho e baixo impacto ambiental: anais; BRAZILIAN RUMINANT NUTRITION CONFERENCE, 4., 2013, Botucatu. Precision nutrition for intensive beef production systems: higt performance and low enviromental impact : Proceedings. Botucatu: UNESP, 2013. p. 3-15 Editado por: Mário De Beni Arrigoni, Cyntia Ludovico Martins, Danilo Domingues Millen, Marco Aurélio Factori, André Luis Coneglian Brichi, Alexandre Perdigão.Tipo: Artigo em Anais de Congresso |
Biblioteca(s): Embrapa Pecuária Sudeste. |
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12. |  | FRANCISCO, V. C.; OKUMURA, F.; TULLIO, R. R.; BERNDT, A.; CARDOSO, D. R.; NASSU, R. T. Análise de compostos voláteis de carne bovina proveniente de animais alimentados com erva-mate (Ilex Paraguariensis st. Hilare). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS, 26., 2018, Belém, PA. Anais... Belém, PA: CBCTA, 2018. Código do trabalho 3467.Tipo: Resumo em Anais de Congresso |
Biblioteca(s): Embrapa Pecuária Sudeste. |
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18. |  | GUERFE, L.; MARCONDES, C. R.; HENRIQUE, F. L.; PICHARILLO, M. E.; MÉO FILHO; BERNDT, A. Características de carcaça de animais de três linhagens distintas da raça Canchim. In: JORNADA CIENTÍFICA DA EMBRAPA SÃO CARLOS, 11., 2019, São Carlos, SP. Anais... São Carlos: Embrapa Pecuária Sudeste: Embrapa Instrumentação, 2019. p. 69 (Embrapa Pecuária Sudeste. Documentos, 134).Tipo: Resumo em Anais de Congresso |
Biblioteca(s): Embrapa Pecuária Sudeste. |
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19. |  | BERNDT, A.; NOVO, A. L. M.; CORREA, D. S.; MARCONCINI, J. M.; NASSU, R. T. Capítulo 4 - Segurança Alimentar. In:ANDRICOPULO, A. D.; BONAGAMBA, T. J. (ed.). Ciência, tecnologia, inovação e o futuro de São Carlos. São Carlos, SP: Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, 2023. cap. 4. 50 - 61Tipo: Capítulo em Livro Técnico-Científico |
Biblioteca(s): Embrapa Instrumentação. |
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Registros recuperados : 302 | |
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